9 de novembro de 2010

Jacaré x Urubu


Foi publicado hoje na coluna "Cartas" do Jornal A Tribuna , um comentário de minha autoria sobre o fim de dois animais que apareceram no meio da cidade.
O texto é este:

Jacaré x Urubu

Destino diferente para dois animais, no último final de semana de outubro, em Vila Velha.
A aparição do jacaré foi capa de jornal, destaque em telejornais nacionais mas teve um trágico fim. O animal foi morto a pauladas por um grupo de moradores. Já o filhote de urubu que apareceu na antiga rua Rio Grande do Sul, na Praia da Costa, foi resgatado pelos órgãos competentes.
Os animais encontraram em seu caminho “bichos homens” diferentes. O primeiro amedrontou o “bicho homem” que, mais que depressa, partiu para a eliminação, esquecendo-se que é um ser racional.
Já o filhote de urubu, assustado no meio da metrópole e longe de seus pares, encontrou “bichos homens” com coração e a sua racionalidade em pleno funcionamento. Eu e alguns vizinhos aqui do bairro, depois de buscarmos ajuda, ficamos cuidando da ave para que não fosse atropelada, até que os funcionários do IBAMA resgatassem o animal. E isto foi feito. Logo o urubu se salvou, já o jacaré, teve um fim desnecessário. Alguns dirão, o urubu é inofensivo e o jacaré poderia atacar os moradores! Mas os dois são seres vivos e há na nossa sociedade órgãos treinados para devolverem estes animais ao seu habitat natural.


Até mais!

8 de novembro de 2010

Estamira - uma história para refletir


“Passeando” por alguns blogs vi uma mensagem muito bonita e fui pesquisar de quem se tratava a pessoa que a escreveu. Então conheci Estamira (esta da imagem), uma senhora de 63 anos que vive do lixo no Aterro de Gramacho, na Rio-Santos. Marcos Prado, cineasta fez um documentário (no You Tube há um trailer) sobre esta mulher que é atormentada por distúrbios mentais, tem três filhos, dois deles criados com aquilo que encontra no lixão.
Uma análise sobre o documentário fala que o cineasta conheceu Estamira fazendo fotos no aterro. Com a personagem ideal para retratar o descaso da sociedade com o lixo e com as pessoas que vivem dele, o filme nos leva a entrar na história de vida e da loucura de Estamira.
Ela foi levada a um prostíbulo pelas mãos do avô, aos 12 anos. Saída de lá aos 17 para casar-se, passou a ser traída pelo marido, após um breve período de estabilidade. Por meio de um novo casamento, foi parar no Rio de Janeiro. O novo marido, com quem teve o segundo filho, além de também a trair, a fez internar em um hospício a própria mãe, também doente mental. Depois de intensas brigas com o marido, saiu de casa e sua primeira providência foi tirar a mãe do Hospital Pedro II, sanatório psiquiátrico reconhecido, até os anos 80, pelos maus tratos a seus pacientes. Foi, ainda, estuprada pelo menos duas vezes.
Depois disso tudo, passou a ter seus delírios. A mente parece ter encontrado uma trajetória de escape pelas alucinações.Sua grande revolta é contra Deus e a religião.
Uma história que nos faz refletir sobre os nossos conceitos. Quantos rejeitados como o lixo, encontram neste mesmo lixo, o seu sustento, o seu mundo.
" O lixo que você descarta é o pão de seu semelhante".

Até mais!

Alunos poderão trocar pilhas e baterias por livros


Esta é uma das promoções que devem ocorrer durante a Mostra Interativa de Educação Profissional – Es + Profissional promovida pela Federação das Indústrias do ES (Findes).
Com o objetivo de proporcionar aos jovens de 14 a 24 anos, escolher uma profissão, durante o evento os alunos de oitavas séries das escolas públicas poderão trocar 10 pilhas ou baterias por três livros. A promoção também premia a escola de origem destes alunos, doando para biblioteca dicionário e gramática.
A Mostra Interativa de Educação Profissional – ES+Profissional acontece de 22 a 27 de novembro, das 9h às 20h, no Pavilhão de Carapina. As escolas interessadas em levar seus alunos devem entrar no site http://www.esmaisprofissional.org.br/ e fazer a inscrição.
A cada 10 pilhas ou baterias entregues o aluno receberá: A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães), Garibaldi Manoela: Uma História de Amor (Josué Guimarães) e O Guarani (José de Alencar.
A cada 10 alunos de uma mesma escola que efetivarem a troca a escola receberá um kit Saber Mais, composto pelos seguintes dicionários:Língua Portuguesa,Gramática do Português Contemporâneo e Dificuldades da Língua Portuguesa.

A previsão de arrecadação é de trinta mil pilhas ou baterias para descarte adequado e entrega de 3.000 (três mil) kit’s de livros para incentivo a leitura dos alunos.
Participem!
Até mais!

27 de outubro de 2010

Slow Food: uma nova proposta de alimentação - Parte I





Movimento Slow Food

Pois é, até bem pouco tempo desconhecia este movimento que na verdade é uma associação internacional sem fins lucrativos, fundada em 1989, criada como resposta aos efeitos padronizantes do fast food, ao ritmo frenético da vida atual, onde ninguém mais consegue fazer, ou melhor, degustar o alimento com calma, sem pressa, que dirá, prepará-lo.
Assisti uma entrevista da pioneira do movimento, a chef Margarida Nogueira e a Revista AG (A Gazeta) publicou uma entrevista com ela no último final de semana. Chamou minha atenção porque concordo plenamente com o movimento que enfatiza a necessidade de se comer lentamente, utilizar os alimentos da época – o que não ocorre mais já que há a oferta de tudo o ano inteiro, ao contrário de antigamente que havia a época da laranja, do caqui – hoje temos tudo a mão sempre.
Margarida Nogueira fala que o movimento quer preservar o consumo de um alimento bom, limpo e justo. “Para isso, é preciso saber sua procedência e dar valor ao que é da região” acrescentando que o foco principal do movimento é o prazer de sentar à mesa para degustar o alimento. E para isto é preciso ter tempo. “Não se trata de comer devagar mas de comer sem pressa”.
Difícil?
Eu estou, de certa forma experimentando esta maneira de se alimentar. Depois de um ano e meio de ritmo frenético na minha vida, trabalhando, estudando, minha saúde deu sinal de alerta. Agora de dieta e fazendo exercício rotineiramente, vejo como é importante a hora da alimentação. Sempre preparei as refeições na minha casa mas confesso que usei, nestes últimos tempos muita coisa semi pronta.. a tal da pressa, falta de tempo, horário a cumprir, mil funções a desempenhar.
Felizmente os resultados de meu esforço em "mudar" estão aparecendo e, pelo menos estou conseguindo mastigar, saciar a fome sem estresse e ter a felicidade de perder uns quilinhos, nadar quatro vezes na semana e o melhor, com muito menos dores na coluna.
Difícil sim, mas vale tentar apesar de todos apelos nas gôndolas do supermercado, o alimento que você faz tem outro sabor e outro efeito em seu corpo. Não tem tempo de cozinhar todo dia? Uma sugestão. Una sua família no final de semana e faça o prato preferido de vocês, deguste, converse, coloque os assuntos em dia.
Cada um sabe da sua rotina, mas tente. Seu corpo e a sua saúde irão agradecer.
Até mais!

Fonte: Revista AG ( A Gazeta) - 24.10.2010
Site: http://www.slowfoodbrasil.com/

Papel de Revista



Adoro artesanato. Apesar de não ser muito habilidosa, admiro e com isto acompanho vários blogs sobre o tema. Duas sugestões criativas chamaram minha atenção reutilizando papel de revista. Um bom modo de aproveitar este material de tanta qualidade, de maneira diferente, do que simplismente jogar no lixo.
Uma delas está no blog Coisinhas a Mais de duas meninas muito habilidosas. Trata-se da mãe e filha, Karla e Maria Luiza.
A sugestão é fazer laços para presente utilizando as folhas coloridas de revista.
Vale conferir o passo-a-passo.
A outra sugestão é fazer bijuterias com papel. Na verdade você faz as "contas" e depois monta seu trabalho. O passo a passo está no site "Setor Reciclagem".
Duas idéias criativas.Quem se habilita?
Até mais!